Baú das Histórias e Poemas é um blog educacional com sugestões de textos que podem ser usados em atividades escolares. Iniciado em 21/04/2010.

16 de novembro de 2015

Marcelo Xavier

 
Artista plástico, escritor, cenógrafo, figurinista, autor de livros infantis.
Marcelo Xavier nasceu em Ipanema, interior de Minas Gerais, em 19 de maio de 1949. Viveu por lá até os cinco anos, quando se mudou para Vitória. Passou toda a infância no Espírito Santo e em 1961 veio para Belo Horizonte, onde mora até hoje.
É formado em Publicidade pela PUC Minas e artista plástico autodidata. Já fez muitas coisas na vida. Ilustrou livros, criou e realizou inúmeros projetos gráficos, produziu e dirigiu programas para a televisão, trabalhou em publicidade, com cenografias, figurinos e adereços para espetáculos de teatro, música, dança, carnaval e programas de TV.
O trabalho com ilustração tridimensional, que desenvolve desde 1986, é uma síntese de tudo isso: personagens e objetos de cena são moldados em massa plástica, montados em pequenos cenários e fotografados.
Para saber mais, clique aqui.
 

Livros de Marcelo Xavier
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1986 – A família do som
Apenas projeto gráfico e ilustração, em parceria com Mário Vale. Texto: Nino Stutz.
 

 
1986 – Truques coloridos
Apenas ilustração. Texto: Branca de Paula
 
 
1987 – O dia a dia de Dadá
Prêmio Luís Jardim - O melhor livro de imagens, de 1987, concedido pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil; selecionado para o programa “Fome de Livro”, da Fundação da Biblioteca Nacional; selecionado para o PNBE 2005; selecionado para o Salão Capixaba – ES/2005; obra indicada ao Prêmio Jabuti Melhor Produção Editorial de Obra em Coleção 1988.
 
 
 
1990 – Tem de tudo nesta rua
Livro altamente recomendável para crianças pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil; Prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) Melhor Livro Infantil 1990; selecionado para o Salão Capixaba – ES/2005; selecionado para o programa “Fome de Livro”, da Fundação da Biblioteca Nacional.
 

1993 – Asa de Papel
Prêmio Jabuti Melhor Ilustrador 1994; Prêmio Ofélia Fontes o Melhor para Crianças pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil; Prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) Originalidade em Literatura Infanto-Juvenil; selecionado para o Salão Capixaba – ES/2005; Selecionado pela Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte – 2005; selecionado para o Programa “Fome de Livro” da Fundação Biblioteca Nacional – 2005; adquirido pela Prefeitura de São Paulo para o programa Minha Biblioteca – 2007; selecionado para o PNBE 2008; eleito um dos dez melhores livros de imagens do Brasil pela IFLA (International Federation of Library Associations), em 2013. A seleção foi feita pela FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil) para o projeto World Through Picture Books, organizado pela própria IFLA; selecionado para o PNBE Educação Infantil 2014.
 

 
1996 – Construindo um sonho
Prêmio de Melhor livro de Imagem pela Associação Brasileira de Escritores; livro Altamente Recomendável pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil; Prêmio Adolfo Aizen - Livro sem texto - UBE – 1997; obra selecionada para o PNBE 2010.
 
 

1997 – Mitos
Livro altamente recomendável para crianças pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil; selecionado pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil para o Brazilian Book Magazine 1998, categoria Livros para Crianças; selecionado para o PNBE 1999; selecionado para o Salão Capixaba – ES/2005; selecionado pela Secretaria de Educação e Cultura de Vitória – 2005; selecionado para o Programa “Fome de Livro” da Fundação Biblioteca Nacional.
 


 
2000 – Festas
Melhor Livro Informativo – 2000, Prêmio concedido pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil; Prêmio Jabuti – 2001, Melhor Ilustração Infantil ou Juvenil, concedido pela Câmara Brasileira do Livro; selecionado para o Salão Capixaba – ES/2005, pela Secretaria de Educação e Cultura de Vitória – 2005; selecionado para o Programa “Fome de Livro” da Fundação Biblioteca Nacional
 
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2001 – Crendices e Superstições
Selecionado para o Salão Capixaba – ES/2005; selecionado pela Secretaria de Educação e Cultura de Vitória – 2005; selecionado para o Programa “Fome de Livro” da Fundação Biblioteca Nacional; selecionado pela Fundação Luis Eduardo Magalhães; selecionado para o Programa "Mais Cultura", do Ministério da Cultura/Fundação Biblioteca Nacional.
 
 
 
2002 – Mundo de Coisas
 
 
 
2003 – Se Criança Governasse o Mundo
Livro altamente recomendável para crianças pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil – 2003; selecionado para o PNLD-SP/2004; selecionado para o Salão Capixaba – ES/2005; selecionado pela Fundação Luis Eduardo Magalhães e pela prefeitura de Belo Horizonte. Foi o primeiro livro da Editora Saraiva a receber uma versão como aplicativo para iPad.
 
 
 
2004 – Três Formigas Amigas
 
 
 
2006 – TOT
Livro altamente recomendável para crianças pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil – 2006. Relançando em versão com CD de áudio em agosto de 2015.

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2008 – Andarilhos
Apenas texto. Ilustração: Alfeu Barbosa.
 
 
 
2009 – Caderno de Desenhos
Registros retirados das gavetas.
 
 
 
2010 – Meu Amigo mais Antigo
Livro altamente recomendável pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil – 2011
 
 
 
 
2011 – Tempo Todo
Poesias selecionadas.
 
 
 
2013 - A cara da rua
Reunião de 31 crônicas publicadas entre junho de 2012 e agosto de 2013 no jornal Hoje em Dia. Cada texto é acompanhado de uma ilustração inédita.
 
 
 
 
2015 - A Estranha
Vivências do autor com a cadeira de rodas, companheira desde 2009.
 
 
 
2015 - Apática
“Apática é uma cidade perdida no tempo e no espaço, situada depois do longe mais longe, fora do alcance da mão do mundo. A época é qualquer uma; para seus moradores não importam as horas, os dias ou os anos, absoluta é a indiferença das pessoas do lugar. Lá ninguém sorri ou chora. Não há jardins ou árvores nas ruas, mas há um hotel – o único destaque da cidade. Eis que um forasteiro, de cabelos grisalhos, barba e bigode castanhos e aparência saudável de um jovem viajante, chega para hospedar-se no hotel, trazendo consigo uma mala. Não é uma mala qualquer; ela se destaca na luz do sol, despertando no porteiro do hotel uma terrível curiosidade. Como um sentimento assim nunca lhe ocorrera antes, o porteiro acredita que dentro dela há algo especial. E de fato há. Há uma magia, que faz acordar os sentimentos que os apáticos não sabem o que é sentir”.
 


Vídeo com relatos do Marcelo sobre sua vida, infância, formação e carreira:
 

 
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Organizado por Ivanise Meyer®

15 de novembro de 2015

Marcelo Xavier (parte 2)

 
Marcelo Xavier
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Documentário (2012) de Philipe Ratton sobre a vida e obra do artista plástico mineiro Marcelo Xavier

 
 
O artista plástico Marcelo Xavier ensina como modelar com massinha a Dadá (2012):

 
 
Marcelo Xavier ensina um grupo de professores a modelar um elefante.
Gravado em 20 de fevereiro de 2013:
 
 

Mais vídeos sobre o Marcelo Xavier (clique no link):
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vídeo de animação:
 
 
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Mensagem de Marcelo Xavier para a escola carioca que estudou o livro "Asa de Papel" - 10/11/2015:
 
 
Nós do E.D.I. José Alpoim, espaço de desenvolvimento infantil no Rio de Janeiro, no bairro de Colégio (5.ª CRE), agradecemos por este vídeo. A Sala de Leitura Marcelo Xavier foi inspirada no livro "Asa de Papel" e nos sentimos honrados com sua mensagem tão carinhosa. Agradeço em nome das crianças, direção, professores e funcionários de nossa escola. Obrigada também ao Leonardo (assistente do Marcelo) que colaborou conosco.
Prof.ª Ivanise Meyer

1 de agosto de 2015

Mário Quintana


Mário de Miranda Quintana (Alegrete, 30 de julho de 1906 — Porto Alegre, 5 de maio de 1994) foi um poeta, tradutor e jornalista brasileiro.

Mário Quintana fez as primeiras letras em sua cidade natal, mudando-se em 1919 para Porto Alegre, onde estudou no Colégio Militar, publicando ali suas primeiras produções literárias. Trabalhou para a Editora Globo e depois na farmácia paterna. Considerado o "poeta das coisas simples", com um estilo marcado pela ironia, pela profundidade e pela perfeição técnica, ele trabalhou como jornalista quase toda a sua vida. Traduziu mais de cento e trinta obras da literatura universal, entre elas Em Busca do Tempo Perdido de Marcel Proust, Mrs Dalloway de Virginia Woolf, e Palavras e Sangue, de Giovanni Papini.

Em 1953, Quintana trabalhou no jornal Correio do Povo, como colunista da página de cultura, que saía aos sábados, e em 1977 saiu do jornal. Em 1940, ele lançou o seu primeiro livro de poesias, A Rua dos Cataventos, iniciando a sua carreira de poeta, escritor e autor infantil. Em 1966, foi publicada a sua Antologia Poética, com sessenta poemas, organizada por Rubem Braga e Paulo Mendes Campos, e lançada para comemorar seus sessenta anos de idade, sendo por esta razão o poeta saudado na Academia Brasileira de Letras por Augusto Meyer e Manuel Bandeira, que recita o poema Quintanares, de sua autoria, em homenagem ao colega gaúcho. No mesmo ano ganhou o Prêmio Fernando Chinaglia da União Brasileira de Escritores de melhor livro do ano. Em 1976, ao completar setenta anos, recebeu a medalha Negrinho do Pastoreio do governo do estado do Rio Grande do Sul. Em 1980 recebeu o prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da obra.

Para saber mais sobre Mario Quintana, clique aqui.
 
 
Os Poemas
Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam voo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto
alimentam-se um instante em cada par de mãos
e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti…

(Publicado originalmente no livro Esconderijos do Tempo, retirado de Poesia Completa – Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2005, p. 469)



Poesia
Impossível qualquer explicação: ou a gente aceita à primeira vista, ou não aceitará nunca: a poesia é o mistério evidente. Ela é óbvia, mas não é chata como um axioma. E, embora evidente, traz sempre um imprevisível, uma surpresa, um descobrimento.

(Do livro “Porta Giratória”, retirado por mim mesmo, do livro Poesia Completa – Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2005, p. 812)



Esperança
Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso voo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança…
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA…



Cuidado
A poesia não se entrega a quem a define.



O Batalhão das Letras
Aqui vão todas as letras,
Desde o A até o Z,
Pra você fazer com elas
O que esperam de você…

Aí vem o Batalhão das Letras
E, na frente, a comandá-lo,
O A, de pernas abertas,
Montado no seu cavalo.

Com um B se escreve BALÃO,
Com um B se escreve BEBÊ,
Com um B os menininhos
Jogam BOLA e BILBOQUÊ.

Com C se escreve CACHORRO,
Confidente das CRIANÇAS
E que sabe seus amores,
Suas queixas e esperanças…

Com um D se escreve DEDO,
Que poderá ser mau ou sábio,
Desde o dedo acusador
Ao D do dedo no lábio…

O E da nossa ESPERANÇA
Que é também o nosso ESCUDO
É o mesmo E das ESCOLAS
Onde se aprende de tudo.

Com F se escreve FUGA,
FRADES, FLORES e FORMIGAS
E as crianças malcriadas
Com F é que fazem FIGAS.

O G é letra importante,
Como assim logo se vê:
Com um G se escreve GLOBO
E o globo GIRA com G.

Com H se escreve HOJE
Mas “ontem” não tem H…
Pois o que importa na vida
É o dia que virá!

O I é a letra do ÍNDIO,
Que alguns julgam ILETRADO…
Mas o índio é mais sabido
Que muito doutor formado!

Com J se escreve JULIETA,
Com J se escreve JOSÉ:
Um joga na borboleta,
O outro no jacaré.

O K parece uma letra
Que sozinha vai andando,
Lembra estradas, andarilhos
E passarinhos em bando…

O L lembra o doce LAR,
Lembra um casal à LAREIRA!
O L lembra LAZER
Da doce vida solteira…

Com M se escreve MÃO.
E agora vê que engraçado:
Na palma da tua mão
Tens um M desenhado!

N é a letra dos teimosos,
Da gente sem coração:
Com N se escreve – NUNCA!
Com N se escreve – NÃO!

Outras letras dizem tudo.
Mas o O nos desconcerta.
Parece meio abobalhado:
Sempre está de boca aberta…

Quem diz que ama a POESIA
E não a sabe fazer
É apenas um POETA inédito
Que se esqueceu de escrever…

Esse Q das QUEIJADINHAS,
Dos bons QUITUTES de QUIABO
Era um O tão mentiroso
Que um dia criou rabo!

Os RATOS morrem de RISO
Ao roer o queijo prato.
Mas para que tanto riso?
Quem ri por último é o gato.

Acheguem-se com cuidado,
De olho aceso, minha gente:
O S tem forma de cobra,
Com ele se escreve SERPENTE.

É o T das TRANÇAS compridas,
Boas da gente puxar;
Jeito bom de namorar
As menininhas queridas…

O U é a letra do luto!
O U do URUBU pousado
Nas negras noites sem lua
Num palanque do banhado…

Este V é o V de VIAGEM
E do VENTO vagabundo
Que sem pagar a passagem
Corre todo o vasto mundo.

Era uma vez um M poeta
Que um dia, em busca de uma rima,
Caiu de pernas pra cima
E virou um belo dábliu!
Coisa assim nunca se viu,
Mas é a história verdadeira
De como o dábliu surgiu…

Com um X se escreve XÍCARA,
Com X se escreve XIXI.
Não faças xixi na xícara…
O que irão dizer de ti?!

Ypsilon – letra dos diabos,
Que engasga o mais sabichão!
Por isso o povo e as crianças
A chamam de “pissilão”…

O Z é a letra de ZEBRA,
E letras das mais infames.
Com um Z os menininhos
Levam ZERO nos exames.

E todas as vinte e seis letras
Que aprendeste num segundo
São vinte e seis estrelinhas
Brilhando no céu do mundo!

 

 Para ler outros poemas, clique aqui.

25 de julho de 2015

Fernando Pessoa (documentário)

Documentário sobre a vida e a obra de Fernando Pessoa, produzido e realizado pela Rádio Televisão Portuguesa (RTP1), integrado à série "Os Grandes Portugueses" e difundido em 20 de Março de 2007.
 
 


9 de julho de 2015

Clipping: Literatura Infantil / Formação do Leitor Literário

 
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"Antônio Candido de Mello e Souza (Rio de Janeiro, 24 de julho de 1918) é um sociólogo, literato e professor universitário brasileiro. Estudioso da literatura brasileira e estrangeira, possui uma obra crítica extensa, respeitada nas principais universidades do Brasil. À atividade de crítico literário soma-se a atividade acadêmica, como professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. É professor-emérito da USP e da UNESP, e doutor honoris causa da Unicamp.
Paralelo às atividades literárias, Candido militou no Partido Socialista Brasileiro e participou do Grupo Radical de Ação Popular, integrado também por Paulo Emílio Salles Gomes, Germinal Feijó, Paulo Zingg e Antônio Costa Correia, editando um jornal clandestino, de oposição ao governo Getúlio Vargas, chamado Resistência. Posteriormente, participou do processo de fundação do Partido dos Trabalhadores, onde, entre outras funções, foi Presidente do 1º Conselho Curador da Fundação Wilson Pinheiro, fundação de apoio partidária instituída pelo PT em 1981 , antecessora da Fundação Perseu Abramo. "

30 de junho de 2015

Fábula: A formiga e a pomba

 
Fábula
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Hoje contei essa fábula para as crianças.
Lá na escola há um projeto chamado "Uma Árvore de Histórias" (a cada semana, uma professora conta uma história para todas as crianças de cada turno). Os temas seguem essa sequência: contos de fadas, clássicos, fábulas, folclore nacional, contos indígenas e contos africanos.
Como estou na Sala de Leitura, eu seleciono os livros para consulta dos professores, de acordo com cada tema.
 
 
Aqui nas fotos, como foi essa contação:
 
Apresentei o livro de onde eu li a história para contar para eles.

Levei a história impressa em "quadros" para usar como apoio durante a contação.
 
Utilizei instrumentos para "sonorizar" a história. Aqui usei a kalimba para voltar no tempo...

Para os passos da formiga, usei os cocos (batidas rápidas, mais lentas)...

Para a água do rio, usei o pau de chuva... As crianças ficaram encantadas o barulhinho da água!
 
Utilizei essa pomba (de papel) como recurso em alguns momentos da história.
 
Após a história, falei um pouco sobre o Esopo, o La Fontaine e trouxe algumas fábulas do acervo da Sala de Leitura.
 
Para terminar, ensinei a eles a música "Formiguinha".
Obrigada, à amiga Patricia Amoretty que tirou essas fotos durante a contação.

As imagens que usei foram retiradas do Escolovar,
um site português que tem um excelente acervo de fábulas em quadros.
 Para conhecê-lo, clique aqui.
 
Molde da pomba
 
Organizado por Ivanise Meyer®

 


27 de junho de 2015

Livros Infantis e Juvenis com Protagonistas Negros e Contos Africanos (parte 2)

Sugestões - Parte 2
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Pesquisei sugestões de livros infantis e juvenis que tragam protagonistas negros. Encontrei diversos livros sobre contos africanos bem legais! E é esse trabalho que compartilho com todos os leitores do Baú das Histórias e Poemas.
As sinopses foram copiadas dos sites das editoras e de livrarias virtuais.
Como a postagem ficou muito grande, dividi em parte 1 e parte 2.

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Mãe África - Celso Sisto (Ed. Paulinas)
Uma rica coletânea de histórias africanas feita em ampla pesquisa, com o objetivo de ressaltar a diversidade de etnias do continente africano. Celso Sisto selecionou 22
 histórias originárias de diversos lugares da África, procurando privilegiar histórias ainda não publicadas em português.
O livro é uma festa plural de cores, nomes, belezas, sabores, feitos e fantasias africanas, os quais exercem muita influência na cultura brasileira.
 
 
 
Batu, o filho do rei - Celso Sisto (ed. DCL)
Zemene é um corajoso guerreiro que, voltando de uma de suas caçadas, encontra o jovem Batu preso numa caverna. Para salvá-lo, o guerreiro enfrentará um grande perigo e, junto com seu novo amigo, seguirá numa longa jornada de volta ao reino. Baseado em um conto popular da Etiópia, Batu, o filho do rei narra uma história de amizade, coragem e confiança.
 
 
 
A dona do fogo e da água - Celso Sisto (ed. Mundo Mirim)
O que é essencial na vida? O que a torna plena? Inspirado na alegoria 'Sapatá se esquece de trazer a água para a Terra', originária da cultura africana, 'A dona do fogo e da água' é um conto que relata a briga de dois irmãos, filhos do Rei do Universo. Uma briga que provocou caos e terror na Terra. A obra visa provocar reflexões sobre responsabilidade, ética e sobre o que é essencial e supérfluo na vida.
 
 
 
Lebre que é lebre não mia - Celso Sisto (Escala Educacional)
Celso Sisto recupera quatro contos africanos em uma linguagem divertida e atual. Muito populares na África, as histórias reunidas aqui têm como personagem principal uma lebre ágil e esperta que sempre acaba conseguindo o que quer. Por meio dessas fábulas, o leitor se encantará com o universo cultural que faz da África um continente especial e múltiplo.
 

 
O acaçá de cada um - Celso Sisto (Galera Record)
Neste livro, Celso Sisto reuniu histórias que fogem um pouco desse padrão do final feliz e do 'foram felizes para sempre'. A violência, a crueldade, a vingança, a desmedida, a esperteza, por mais que sejam considerados negativos e maus exemplos, fazem parte da vida também. As histórias africanas não ignoram isso, afinal, contar também é uma maneira de chamar a atenção, de denunciar, de colocar todo mundo pra pensar (e, quem sabe, debater?).
 
 
 
Duula a mulher canibal - Rogério Andrade Barbosa (ed. DCL)
Uma terrível seca transformou a jovem Duula num ser animalesco, selvagem e canibal, que persegue suas vítimas sem trégua no árido território africano. Extraído da tradição oral africana, esse conto guarda curiosas semelhanças com fábulas conhecidas de todos, como João e Maria e Chapeuzinho Vermelho, e revela um pouco da África.
 
 
ABC do continente africano - Rogério Andrade Barbosa (Edições SM)
A África tem muitas caras - exótica e misteriosa, perigosa e cruel, triste e explorada. Mas ela é muito mais do que isso - é o lugar de origem do homem, um lugar cheio de história e de cultura. Porque o Baobá é chamado de mãe? Porque o Nilo é conhecido como o rio da vida? As muitas religiões, as cidades populosas, os vilarejos, os grandes líderes, os mitos e as cores, são estas as outras Áfricas que este livro revela.
 
 
 
Histórias africanas para contar e recontar - Rogério Andrade Barbosa (Ed. do Brasil)
Histórias para ler, contar, se divertir e conhecer um pouco dos costumes africanos onde os animais fazem parte do imaginário popular, e as fábulas e os contos são ouvidos pelas crianças em volta da fogueira enquanto o velho inventa sons para enriquecer as fantásticas narrativas.
 
 
 
Três contos africanos de adivinhação - Rogério Andrade Barbosa (Ed. Paulinas)
A proposta de Três contos africanos de adivinhação - além de recontar três narrativas recolhidas da literatura oral nigeriana - é de interagir com o leitor, desafiando-o a solucionar os enigmas apresentados às personagens, antes do desfecho das histórias.  Os textos são resgates de narrativas africanas - marca registrada do autor que trabalhou como voluntário da ONU na Guiné-Bissau -, cuja literatura tem como um dos propósitos transmitir ensinamentos de ética para uma boa convivência.



 
Contos africanos para crianças brasileiras - Rogério Andrade Barbosa (Ed. Paulinas)
Pesquisas do autor sobre o universo da literatura tradicional do continente africano renderam esses dois contos de animais: a eterna luta entre o gato e o rato e o porquê de os jabutis terem os cascos rachados. Com eles, as crianças podem entender melhor nossa pluralidade e a diversidade cultural. Prêmios: Academia Brasileira de Letras - Prêmio Literatura Infanto-juvenil (2004) Altamente Recomendável FNLIJ - Categoria Reconto (2004).
 

 
Gosto de África - Joel Rufino dos Santos (Ed. Global)
Histórias daqui e dá África, contando mitos, lendas e tradições negras. Com um olhar crítico e afetuoso, fala também de personagens da História do Brasil e de um tempo de escravidão, luta e liberdade, nos ajudando a compreender melhor nossa cultura.
 
 

O mundo no Black Power de Tayo – Kiusam de Oliveira (ed. Peirópolis)

Tayó é uma menina negra que tem orgulho do cabelo crespo com penteado black power, enfeitando-o das mais diversas formas. A autora apresenta uma personagem cheia de autoestima, capaz de enfrentar as agressões dos colegas de classe, que dizem que seu cabelo é 'ruim'. Mas como pode ser ruim um cabelo 'fofo, lindo e cheiroso'? 'Vocês estão com dor de cotovelo porque não podem carregar o mundo nos cabelos', responde a garota para os colegas. Com essa narrativa, a autora transforma o enorme cabelo crespo de Tayó numa metáfora para a riqueza cultural de um povo e para a riqueza da imaginação de uma menina sadia.



 

Rapunzel e o Quibungo - Cristina Agostinho (Mazza Edições)
Era uma vez uma linda princesa... Era uma vez um príncipe encantado que vivia num lindo castelo...Assim começa a maioria dos contos de fadas clássicos, que alimentam a fantasia infantil geração após geração. Porém, pelo fato de seus criadores serem europeus, desde as primeiras publicações no Brasil, estabeleceu-se o pressuposto dos personagens brancos. Já nas capas e ilustrações, que constituem o primeiro elemento de aproximação entre a criança e o livro, entrevemos a entrada num universo que privilegia esse segmento étnico e, a partir daí, as próprias escolas que adotam esses livros integram e perpetuam essa preponderância, que afeta diretamente a auto estima das crianças não brancas. Mas... e se Perrault, Andersen e Grimm tivessem nascido no Brasil? Como seriam os seus contos? É sob essa perspectiva que Ronaldo Simões Coelho e Cristina Agostinho, com sua larga vivência na literatura infantil, recontam essas histórias, ambientando-as nas diversas regiões do nosso país, transformando personagens que nada têm de brasileiros em seres com nosso rosto e nossa pele, enfrentando monstros e bruxas do nosso imaginário cultural.




 

Pretinha de Neve e os Sete Gigantes – Rubem Filho (ed. Paulinas)
Em Pretinha de Neve e os sete gigantes, Rubem Filho reinterpreta o conto de fadas Branca de Neve e o sete anões e o transporta para outro espaço - o continente africano -, adaptando os elementos do conto aos hábitos e costumes daquela região. Além disso, a história transita por outros contos de fada, apresentando elementos peculiares desses textos (o capuz de Chapeuzinho Vermelho, a casa dos Três Ursos de Cachinhos Dourados). Sem chegar à paródia, o autor estiliza o conto clássico, revestindo-o com linguagem moderna, diálogos "descolados" e permeados com boas doses de humor.
 

 
Que cor é a minha cor? – Martha Rodrigues (Mazza Edições)

Griot é o contador de histórias africano que passa a tradição dos antepassados de geração em geração. O objetivo dessa coleção é trabalhar a identidade afrodescendente na imaginação infantil. E é justamente à imaginação que esses livros falam a partir de uma composição de textos curtos e poéticos, associados a ilustrações. Modo lúdico de reforçar a autoestima da criança a partir da valorização de seus antepassados, de sua cultura e de sua cor.




Uma princesa nada boba - Luiz Antônio (ed. Cosac Naify)
A protagonista deste livro se indaga por que ela não podia ser igual a uma princesa e vai até a casa da avó com este questionamento na ponta da língua. A menina vive então uma transformação ao descobrir a história de princesas africanas que existiram de verdade e até vieram para o Brasil. Explorando elementos da cultura africana, Luiz Antonio busca falar da busca da identidade nesta obra.
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O que há de África em nós – Walter Fraga (ed. Salamandra)
 O que há de África em nós é um livro de viagens. Os personagens atravessam o oceano Atlântico, visitam outros períodos históricos, embarcam em navios e chegam a lugares e situações diferentes. Cecília, Camila, Akin, Chico, Isabel e Alice são alguns dos viajantes a nos guiar nessa incrível história sobre a presença africana no Brasil.


 
Os viajantes e o sonhador - Lenice Gomes (Ed. Paulus)
Mafu é um jovem guerreiro que deseja viver suas próprias histórias. Destemido, ele encontra em seu caminho o Sonhador e outros companheiros igualmente destemidos e habilidosos. Juntos eles vivem muitas aventuras e descobrem a força que têm a amizade e o amor.
 
 
 
Kofi e o menino de fogo - Nei Lopes (ed. Pallas)
Kofi é um menino africano que, certo dia, encontra-se frente a frente com um menino europeu... e ambos têm que lidar com idéias preconcebidas presentes na sociedade em que vivem. O livro traz, adicionalmente, informações sobre Gana, o país onde se passa a história. Excelente ponto de abertura para estudos sobre a África, esse país tem alguns aspectos de particular importância, como o fato de ter sido a porta de entrada dos europeus no continente no século XV e o de ter sido marcado pela atuação de seus líderes no movimento pela independência dos países africanos no século XX.
 
 
 
Cadê Clarisse - Sonia Rosa (Editora DCL)
'Cadê Clarisse?' Estará debaixo da mesa, mexendo no rádio, ou ainda dentro do armário? Quando ela se põe a engatinhar pela casa, sua mãe fica maluca à sua procura. Convidamos você a brincar com a pequena Clarisse pelas páginas deste livro e descobrir onde ela foi parar...
 
 
 
Alice vê - Sonia Rosa (Editora DCL)
A pequena Alice está desvendando o mundo, as sensações, os cheiros, as pessoas. E vê tudo com um olhar especial, à sua maneira: uma praça que abraça brinquedos e crianças, carros conversando animados na rua... Aceite o convite dessa garotiha esperta e descubra você também como Alice vê!
 
 
 
Como é bonito o pé do Igor - Sonia Rosa (Editora DCL)
Quando o Igor nasceu e seus dedinhos balançaram pra lá e pra cá, todos puderam notar como era bonito o seu pé. De bebê virou menino e de menino, um rapagão, e até hoje por onde passa tem sempre alguém que diz: como é bonito o pé do Igor!
 
 
 
Rosa Morena - Iris Borges (Ed. Callis)
Uma menina encantadora, Rosa Morena tem uma infância repleta de alegria e energia. Curiosa, ela descobre o mundo ao seu redor. Delicada, ela vive cercada de muito amor e afeto.
 
 
 
A África de Dona Biá - Fábio Gonçalves Ferreira (Cedic)
O que sabemos sobre África? Quantas coisas cabem naquele continente mágico, misterioso e desafiador? Acompanhe Ana em uma viagem colorida pelas histórias encantadoras de D. Biá. Por meio dessas histórias, uma África pouco conhecida será revelada. Terra de inúmeros heróis, de reinos fantásticos, de invenções incríveis. Para Ana, nunca mais o continente africano e seus povos foram os mesmos, e ela ainda descobriu o quanto de nós nasceu para aqueles lados do oceano.
 
 
Organizado por Ivanise Meyer®
 


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